Sobre robôs gigantes

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 Há mais de cem anos o homem imagina como seria o mundo com grandes robôs antropomórficos, verdadeiras máquinas de guerra prontas para derrotar quaisquer que sejam seus inimigos. Nos mangás, o gênero "mecha" começou a tomar forma com "Homem de ferro nº 28" (original: "Tetsujin 28-go"), obra de Mitsuteru Yokoyama de 1956. A popularidade dos robôs no Japão deu origem à muitos filmes de efeitos especiais, ou "tokusatsu", e linhas de produtos inspirados nos mechas.

 Na história de Tetsujin 28-go, o mecha era controlado remotamente por Shotaro Kaneda, um garoto de dez anos. Este mangá posteriormente veio a se tornar anime, e foi exibido nos Estados Unidos, no México e também no Brasil. O primeiro mangá/anime com um mecha sendo pilotado por um humano foi Mazinger Z, do autor Go Nagai, de 1972. Segundo ele, "Eu queria criar algo diferente, e pensei que seria interessante ter um robô que você pudesse dirigir, como um carro".


 Esta obra deu início a uma nova fase do gênero mecha e abriu portas para o mercado de brinquedos colecionáveis muito conhecidos no Japão e nos Estados Unidos por, respectivamente, "chogokin" e "shogun warriors".

 O provável nome mais famoso deste meio é o anime Gundam, de 1979, que passou a tratar os mechas com outra perspectiva. Os robôs antes dados como "super robots" passaram a ser os "real robots". O super robot é aquele criado a partir de uma ideia revolucionária e fantasiosa, tornando-se a imagem de um heroi, enquanto o real robot (no geral) é a criação de uma arma para uso militar. Até mesmo suas cores se diferem, sendo os primeiros bem mais coloridos e de certa forma "infantis".


 Gundam teve um número incrível de adaptações, continuações e jogos, o que prova que a série e seu gênero em si agradou muito ao público. Uma pesquisa rápida nos mostra mais de 50 buscas somente entre animações, filmes e especiais. As próximas obras se destacaram de forma única, cada uma tentando criar algo novo neste mesmo universo robótico.

 Em Macross ("Guerra das Galáxias"), por exemplo, os robôs podem se transformar (como no famoso "Transformers"), e em Tengen Toppa Gurren Lagann fazem combinações tornando-se ainda maiores. Outros mechas não são inteiramente robóticos, como em Neon Genesis Evangelion e Eureka Seven, em que os pilotos têm uma certa afinidade com as unidades robóticas e por isso juntos formam um só. Veja alguns exemplos:

 

 Aposto que já assistiu, ou ao menos ouviu falar, da série de televisão Power Rangers. Pois bem, a série americana foi originada a partir do tokusatsu de Super Sentai, que tem a mesma premissa de heróis em roupas coloridas, com super poderes e grandes robôs. Tal qual teve inspiração nos mangás e animes japoneses.

Os robôs dos animes:
- LFO/KLF, em Eureka Seven;
- Knightmare Frame, em Code Geass;
- Mobile suit, em Gundam;
- Veritech e Battroid, em Macross;
- Gurren Lagann, em Tengen Toppa Gurren Lagann;
- Evangelion (mecha biomecânico), em Evangelion;
- Chatter, em Suisei no Gargantia.

 Em Kobe, no Japão, há uma estátua de 18 metros do mecha de Tetsujin 28-go. A estátua não tem partes móveis, mas é uma obra permanente do local. De forma análoga, em Tóquio, uma grande estátua do RX-78 Gundam foi colocada em um parque de Odaiba, em 2016, para homenagear os 30 anos desde a primeira transmissão do anime. 



 Assim como dito na postagem "Sobre garotas mágicas", também há uma importância na imagem dos mechas para as crianças. Neste caso, o poder desses grandes robôs inspira principalmente o público mais jovem a ser corajoso e justo em suas lutas diárias. E para os espectadores de longa data, os mechas também são inspiração tanto pelo senso de justiça (mais presente nas histórias de super robots), quanto pelo avanço e uso da tecnologia em sintonia com o ser humano.

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