Onde foi que eles erraram?

14:11

kpop

 Depois de um grande trabalho o que se espera para o próximo é que seja, no mínimo, tão bom quanto. É natural esperarmos por isso pois temos a expectativa do que o trabalho anterior deixou, mas nem sempre é o que acontece. E afinal de contas, onde foi que eles erraram?

 A troca brusca de um conceito para outro pode deixar o público confuso, mas ficar na segurança de um mesmo conceito em trabalhos seguidos também pode tornar tudo cansativo. 4MINUTE fez um comeback forte e impactante com "Crazy" em 2015, o que foi muito bem aceito pelo público. Depois de um sucesso como esse foi decidido manter o conceito "girl power" em "Hate", de 2016. Porém o segundo não fez o mesmo estouro do primeiro, provavelmente por ter ficado cansativo de se ver. O que aconteceu em seguida foi o inevitável disband do grupo (lembrando que esse não foi necessariamente o motivo da separação, mas a falta de retorno financeiro é forte influenciadora nesses casos).

Para mim, um grande acerto seguido de um "grande erro"...

 Outro grupo que manteve o conceito e, por coincidência ou não, acabou se separando depois foi Wonder Girls. Em "I Feel You" as meninas se apresentaram como uma banda com uma batida leve e descontraída - salva para um dos melhores álbuns que o k-pop já criou - o que foi mantido com poucas alterações em "Why So Lonely". Neste caso, e em minha opinião, ambos foram ótimos, mas não posso negar que, mais uma vez, o primeiro ficou mais marcante que o segundo, como se WSL fosse apenas uma cópia de IFY. Outro claro exemplo de ficar na zona de conforto (mas este pelo visto deu certo), foi EXID estourando com "Up & Down" e dando sequência com "Ah Yeah".

 Se por um lado ficar na zona de segurança pode gerar problemas para o grupo, fazer trocas bruscas de conceito também pode desagradar o público. Lembre-se: é graças ao público que um grupo faz sucesso ou não, então o risco de deixar tudo a perder é grande principalmente para grupos estreantes ou aqueles que já estão entrando em esquecimento.

 Sonamoo é um bom exemplo de como a mudança brusca pode ser uma rasteira no próprio grupo. Elas estrearam com um conceito "girl power" bastante envolvente e depois de um bom tempo retornaram com uma cara mais alegre e divertida. Não deu muito certo - lembrando, o que não significa que o grupo seja ruim. CLC, ao contrário, estreou com um conceito fofo e colorido, que foi cada vez mais perdendo a visibilidade, e resolveu mudar drasticamente para algo mais poderoso com "Hobgoblin". Ao contrário do primeiro caso, a mudança aqui parece ter dado certo para o grupo: o MV já passou de 10 milhões de visualizações. 

 Stellar também estreou com um conceito fofo e não teve um feeback bom. O grupo só começou a ganhar atenção quando se tornou sexy e provocante. Mas infelizmente as meninas foram vistas como vulgares e somente depois de uma fase de amadurecimento deste conceito mais adulto que o espaço na mídia se abriu para elas de forma positiva.

Nem parece o mesmo grupo!

 Essas são necessidades de mudança. Grupos grandes como por exemplo Girls' Generation fazem comebacks com conceitos diferentes e não caem pois já estão consolidados. Mas aqueles que estão ainda caminhando para o sucesso ou aqueles que já estão saindo deste caminho da fama precisam de algo para chamar a atenção. O cantor G-Dragon em seu MV "Coup D'etat" faz uma espécie de crítica pelo fato de ganhar muito dinheiro, independente do trabalho que faz, só por ser quem ele é.

 Um grupo perde a força quando o conceito não se encaixa, quando há um grande atraso para seu retorno o que, ocasionalmente, resulta em seu esquecimento, e até mesmo motivos pessoais de separação do grupo. Veja mais alguns exemplos:

2NE1: Demorou tanto pra fazer comeback que quando finalmente voltou foi pra terminar o grupo.

MBLAQ: Depois da saída de Joon e Thunder, eles tentaram voltar apenas com os três integrantes restantes, mas infelizmente não fizeram um retorno de sucesso.

 Mas será que parte da culpa não é nossa por colocarmos muita expectativa em um grupo ou trabalho? Quantas vezes eu escutei "Ei, você que sabe sobre k-pop, o PSY morreu? Só fez aquela música e sumiu?". Não é assim que as coisas funcionam. O sucesso de um trabalho é dado também pela quantidade de pessoas que ele atinge positivamente, e existem recursos que podem ser considerados infalíveis que acabam atraindo mais pessoas. O apelo sexy, por exemplo, tem mais visualizações que o conceito inocente e puro no geral. E o PSY (já que falamos dele), tem feito muito disso para chamar atenção tendo em vista o sucesso de "Gangnam Style", porém parece estar entrando naquela zona de segurança citada anteriormente.

 Gasta muito dinheiro para uma empresa cuidar de um grupo, criar uma música e um vídeo novo, um álbum novo... É muita despesa e se as vendas são baixas não há como manter o grupo ativo. Kangnam, MIB, comentou "Eu não pensei que seríamos tão ruins no cenário. Já faz quatro anos desde nossa estreia. Lançamos sete álbuns, mas nem imaginei que fracassaríamos. A agência tem uma dívida colossal"¹. Isso nos faz pensar se o artista está errando em algum ponto. Se a coreografia é fraca, se a música não é tão legal assim, se os vídeos não são bem elaborados... Enfim, há uma infinidade de motivos pelos quais imaginamos os erros que levam ao fracasso, mas não podemos nos isentar da culpa de deixarmos um artista acabar no esquecimento. É importante fazermos a nossa parte divulgando seus trabalhos e os apoiando nessa jornada.

E você? O que acha disso tudo? Converse conosco!

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1 comentários

  1. A parte sobre Wonder Girls não fez sentido. O Reboot foi um fracasso comercial e Why So Lonely vendeu mais que I Feel You.

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