Sobre Ghost in the shell

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 A produção japonesa em mangá deu origem a filmes, ovas e animações de sucesso. Grande influenciadora, a obra teve uma recente adaptação para as telonas estrelada por ninguém menos que Scarlett Johansson. O filme tem recebido algumas críticas que considero interessantes de se debater, vamos tentar entender o porquê.
O mundo, em 2029, se tornou um local altamente informatizado, a ponto dos seres humanos poderem acessar extensas redes de informações com seu cyber-cérebros. A agente cibernética Major Motoko Kusanagi é a líder da unidade de serviço secreto Esquadrão Shell, responsável por combater o crime. Motoko foi tão modificada que quase todo seu corpo já é robótico. De humano só teria sobrado um "fantasma" de si mesma. - Wiki
 Em uma aula na faculdade debatemos sobre a evolução do computador até um ponto em que nós, seres humanos, seríamos de certa forma "descartáveis". O tema me incomodou bastante de início. Somos criaturas singulares e nada iria nos substituir em perfeição. Mas é fato que a cada dia estamos andando em direção a um mundo em que a tecnologia e a humanidade se completam por necessidade. Nós precisamos da tecnologia para inúmeras atividades, e a tecnologia precisa de nós para continuar evoluindo. A pergunta é: o que virá depois? Ghost In The Shell nos mostra uma alternativa desse futuro.


 Tudo o que aconteceu até agora com a humanidade nos moldou e nos trouxe até um mundo diferente, e a visão de um mundo futurista apresentado em Ghost In The Shell é repleta de detalhes, mas não é nada "difícil de engolir". Outras ideias semelhantes já foram apresentadas no cinema como em "Matrix", obra que teve influência do própria anime de G.I.T.S (veja este vídeo comparativo). Mas por que em G.I.T.S o enredo não foi tão agradável ao público em geral? Sua apresentação rápida pode ter prejudicado a aceitação daquele universo e a falta de importância aos diálogos que a obra original traz também ajudou a descaracterizar os personagens e seu mundo.

 É importante lembrar que G.I.T.S é uma obra apresentada em mais de um canal há mais de 20 anos, e trata-se de uma história contada nos moldes orientais - uma história que precisa de reflexão. Na obra original o foco é dado para a busca de Major à sua essência humana e não a um inimigo em específico, como deu a impressão que o filme se tornaria. O personagem Kuze não deveria ser um "vilão a ser derrotado e fim de papo". Por fim, G.I.T.S não foi feito para ser um filme de ação pois originalmente não é esse seu foco, mas também não seguiu o mangá em sua essência e acabou se tornando quase que superficial. Uma pena para uma grande promessa...

 Por isso acredito que o filme como uma obra isolada, sem criar ligação com seus antecedentes, é bom, mas não é o melhor que já foi feito. Mas por se tratar de um live action de uma animação é sim um trabalho incrível. Tem muita semelhança com cenas originais, o que mostra a preocupação em agradar os fãs do anime, e todo o conjunto foi bem executado, desde a caracterização dos personagens aos cenários e o uso de computação gráfica.

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